"Poslúdio"

Dos meus sonhos o urdume redoirado
Por meu sangue passei.

Nesse sumptuoso e fúnebre brocado
Meu ser amortalhei.

E que resta dos faustos no moimento?

Tudo os dias consomem.

Nem um eco sequer do teu lamento,
Pobre coração de homem.

 

 

 

Autor: Alberto Osório de Castro (1868-1946)
Editado por: nicoladavid

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