Cicatriz

 

Uma crosta bastante feia está sobre a cicatriz.

Joanne arranca-a, e sangra, e é lá o seu capricho;
Chega, mostrando o seu dedo em quase pedaço.

-Tenho, diz-me, tirado a pele meu bobo.-

Bramo-o, chora, e, vogante em lágrimas,
Fico plano.

-Fazem a paz, torno as armas,
Joanne, na condição de mim sorrirá.-

Então a suave criança lançou-se nos meus braços,
E disse-me, do seu ar indulgente e supremo:

-Não me fareis mais mal, dado que não gosto,-

E nós aí estamos contentes, neste terno abandono,
Ela da minha clemência e eu do seu perdão.

 

Autor: Victor Hugo (1802-1855)
Editado por: nicoladavid

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