A Génese das Borboletas

 

O amanhecer está sorrindo com o orvalho
que cobre as lágrimas das rosas;
Eis que os amantes pouco beijam aqueles botões,
e todos os anéis do Jasmim em flor, e ligustro,
de asas brancas, que vão e vêm, e voam a chilrear
e esconder, com a música abafada, murmurando muito longe!
Ah, o tempo de primavera, quando pensamos em todas,
estabelece que os amantes sonhadores enviem
para o mais sonhador, dos corações apaixonados
dentro de um boleto em papel de seda macio vinculado,
aos que preenchem feridas, as mensagens de amor
que os mortais escrevem cheio de intoxicação e de prazer,
escrito em Abril, e antes que o tempo de Maio desfiado e voado,
joguem as coisas para o vento no tempo de reprodução,
sonhando que todas as borboletas brancas lá encima,
que buscam através das nuvens ou almas, águas para o amor,
e deixam a sua amante senhora em desespero,
para voar às flores, como mais amável e mais justo.
São apenas cartas de amor rasgado, que através dos céus vibram,
e flutuam como novas borboletas.


Autor: Victor Hugo (1802-1855)
Editado por: nicoladavid

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