Obras de Fernando Pessoa (1888-1935)

A abelha que?...
A Alcova
A Aranha
A cada qual, como a 'statura, é dada
A Casa Branca Nau Preta
A Criança Que Fui Chora Na Estrada
"À Emissora Nacional"
A Espantosa Realidade das Cousas
A Fernando Pessoa
A flor que és, não a que dás, eu quero
A Grande Esfinge do Egito
A Guerra que aflige com seus esquadrões
A Imperfeição dos Nossos Sentidos
A lavadeira no tanque
A loucura chamada afirmar…
A minha vida é um barco abandonado
A Miséria do Meu Ser
A morte chega cedo
A nada imploram tuas mãos
A Outra
A Palidez do Dia
A Parte do Indolente
A plácida face anónima de um morto
A 'sperança, como um fósforo inda aceso
A Última Nau
A Velha Mal Hunorada
Abat-Jour
Abdicação
Abismo
Acaso
Acima da verdade estão os deuses.
Acordar da cidade de Lisboa
Adiamento
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Aguardo, equânime, o que não conheço
Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Ah, Perante
Ah Quanta Melancolia
Ah, quanta vez, na hora suave
Ah, Um Soneto...
Ai, Margarida
Ali, não havia
Amar Deus
Amei-te por Te Amar
Análise
Andavam de noite
Andei léguas de sombra
Aniversário
Anjos ou Deuses
Antes de Nós
Ao entardecer, debruçado pela janela
Ao longe, ao luar
Ao longe os montes têm neve ao sol
Ao Volante do Chevrolet
Aos deuses peço só que me concedam
Aos deuses uma coisa se agradeça
Apontamento
Apostilha
Aquela senhora tem um piano
Aqui, Dizeis, Na Cova A Que Me Abeiro
Aqui na orla da praia mudo e contente do mar
Aqui neste misérrimo desterro
Aqui onde se espera
As horas pela alameda
As Ilhas Afortunadas
As lentas nuvens fazem sono
As Minhas Ansiedades
As Rosas
As tuas mãos terminam em segredo
Às vezes entre a tormenta
Assim sem nada feito e o por fazer
Atrás não torna
Atravessa esta paisagem o meu sonho
Autopsicografia
Azuis os Montes
(?) Azul ou verde ou roxo
Baladas de uma outra terra
Barrow-on-Furness
Basta Pensar Em Sentir
Bate a luz no cimo
Bem, hoje que estou só e posso ver
Bendito Seja O Mesmo Sol
Bicarbonato de Soda
Bocas Roxas
Bóiam Farrapos de Sombra
Bóiam leves, desatentos
Breve o Dia
Cada Coisa a seu tempo…
Cada dia sem gozo não foi teu
Cada Um
Cai amplo o frio
Cai Chuva do Céu Cinzento
Cancioneiro
Causa sentir quando se pensa
Cessa o teu canto!
Cerca de grandes muros quem te sonhas
Chega através do dia de névoa alguma coisa do esquecimento
Chove. É dia de Natal
Chove. Há silêncio
Chove ? Nenhuma chuva cai...
Chuva Oblíqua I
Chuva Oblíqua II
Chuva Oblíqua III
Chuva Oblíqua IV
Chuva Oblíqua V
Chuva Oblíqua VI
Começa a haver meia-noite, e a haver sossego,
Começa a ir ser dia
Começo a conhecer-me. Não existo
Como a noite é longa!
Como inútil taça cheia
Como se cada beijoComo uma voz de fonte que cessasse
Conclusão a sucata!...
Conta a lenda que dormia
Contemplo o lago mudo
Contemplo o que não vejo
Contudo, contudo
Coroai-me de rosas
Creio no mundo como num malmequer
Crise de Abundância
Cruz na porra da tabacaria!
Cruzou por mim, veio ter comigo, numa rua da Baixa
Cuidas, índio, que cumpres, apertando
D. Dinis
D. Fernando, Infante de Portugal
Dá a surpresa de ser
Da Lâmpada nocturna
Da mais alta janela da minha casa
Da Minha Aldeia
Da minha idéia do mundo
Da nossa semelhança com os deuses
Dactilografia
De Apolo o carro rodou p’ra fora
De novo traz as aparentes novas
De onde é quase o horizonte
De quem é o olhar
Deixemos, Lídia, a ciência que não põe
Demogorgon
Desce não sei por onde
Deste Modo ou Daquele Modo
Deu-me Deus o seu gladio, porque eu faça
Dia Após Dia
Ditosos a quem acena
Dizem?
Dizem Que Em Cada Coisa Uma Coisa Oculta Mora
Dizem que finjo ou minto
Do que Quero Renego…
Dizem que finjo ou minto
Do que Quero Renego…
Dia Após Dia
Ditosos a quem acena
Dizem?
Dizem Que Em Cada Coisa Uma Coisa Oculta Mora
Dizem que finjo ou minto
Do que Quero Renego…
Do vale à montanha
Dobrada À Moda Do Porto
Dobre
Dois excertos de odes

Domina ou Cala
Domingo irei para as hortas
Dorme enquanto eu velo...
Dorme, que a vida é nada!
Dorme sobre o meu seio
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
É brando o dia, brando o vento
É fácil trocar as palavras
E, inda tonto do que houvera
E o jardim tinha flores
É Tão Suave A Fuga Deste Dia
Ela Canta e as Suas Notas Soltas Tecem
Ela canta, pobre ceifeira
Ela ia, tranqüila pastorinha
Elas são vaporosas
Ele virou de lado da cachoeira
Elegia na sombra

Em Busca da Beleza
Em horas inda louras, lindas
Em plena vida e violência
Emissário de um rei desconhecido
Encerrando ciclos.
Encostei-me para trás na cadeira de convés
Entre o bater rasgado dos pendões
Entre o luar e o arvoredo
Entre o luar e a folhagem
Entre o que vive e a vida
Entre o sono e sonho
Eros e Psiquê
Escrever é esquecer
Escrevo meu livro à beira-mágoa
Escrito Num Livro Abandonado Em Viagem
Esta espécie de loucura
Esta Velha Angústia
Estás Só
Este Seu Escasso Campo Ora Lavrando
Estou cansado, é claro
Eu, eu mesmo...
Eu Não Tenho Filosofia
Eu Nunca Guardei Rebanhos
Feliz Aquele a Quem a Vida Grata
Feliz dia para quem é
Felizes, cujos corpos sob as árvores
Flor que não dura
Flores que colho ou deixo
Foi um momento
Forma do nosso corpo
Fosse eu apenas, não sei onde ou como
Fresta
Frutos dão os as árvores
Fúria Nas Trevas O Vento
Gato Que Brincas Na Rua
Gazetilha
Glosa
Gomes Leal
Gostava de gostar de gostar
Gosto do céu porque não creio que ele seja infinito
Gozo Sonhado é Gozo
Grandes mistérios habitam
Grandes são os desertos
Guardador de rebanhos
Guia-me a só a razão
Há doenças piores que as doenças
Há mais de meia-hora
Há metafísica bastante em não pensar em nada
Há um tempo em que é preciso
Hoje de manhã saí muito cedo
Homem é igual aos Deuses
Hora Morta
Horizonte ao Longe
Ilumina-se a Igreja por dentro da chuva
Ilusão Perdida
Inglória é a vida
Insónia
Intervalo
Isto
Já sobre a fronte
Lá-Bas, Je Ne Sais Oú…
Lenta, descansa a onda que a maré deixa
Levava eu um jarrinho
Leve, Breve, Suave
Leve, leve, muito leve
Liberdade
Lídia, ignoramos
Lisboa com suas casas
Lisbon Revisited 1923
Lisbon Revisited (1926)
Loura a face que espia
Madrugada
Mar Português
Mas eu, em cuja alma se reflectem
Melhor destino que o de conhecer-se
Mestre são plácidas
Meu gesto que destrói
Meu pensamento, dito, já não é
Na Casa Defronte
Na noite terrível
Na Véspera
Nada Fica
Não a Ti, Cristo, odeio ou menosprezo
Não a Ti, Cristo, odeio ou te não quero
Não basta abrir a janela
Não Canto
Não Combati: Ninguém Mo Mereceu
Não consentem os deuses mais que a vida
Não: devagar
Não digas nada!
Não estou pensando
Não me importo com as rimas
Não: não digas nada!
Não, não é cansaço...
Não queiras Lídia edificar no espaço
Não quero recordar nem conhecer-me
Não quero rosas
Não sei, ama, onde era
Não sei de quem recordo meu passado
Não sei quantas almas tenho
Não sei se é amor que tens
Não só quem nos odeia ou nos inveja
Não só vinho mas nele o olvido, deito
Não sou eu quem descrevo
Não tenhas nada nas mãos
Não tenho ambições nem desejos
Não Tenho Pressa
Nas praças vindouras
Natal... Na Província Neva
Navegar é preciso
Nem da serva
Nevoeiro
Ninguém, na vasta selva virgem
No breve número de doze meses
No ciclo eterno das mudáveis coisas
No comboio descendente
No fim de tudo dormir


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