Oh, Na Flor Da Beleza Arrebatada


Oh! na flor da beleza arrebatada,

Não há de te oprimir tumba pesada;

Em tua relva as rosas criarão

Pétalas, as primeiras que virão,

E oscilará o cipreste em branda escuridão.

E junto da água a fluir azul da fonte

Inclinará a Tristeza a langue fronte

E as cismas nutrirá de sonho ardente;

Pausará lenta, e andará suavemente,

Como se com seus passos, pobre ente!

Os mortos perturbasse, mesmo levemente!

Basta! sabemos nós que o pranto é vão,

Que a morte, à nossa dor, não dá atenção.

Isso fará esquecer-nos de prantear?

Ou que choremos menos fará então?

E tu, que dizes para eu me olvidar,

Teu rosto acha-se pálido, úmido esse olhar.

 

Autor: George (Lord) Byron (1788-1824)
Editado por: nicoladavid

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