Há nas matas cerradas um prazer

 

Há nas matas cerradas um prazer

Há nas encostas solitárias um arrebatamento,

Há sociedade, onde ninguém pode intrometer,

Pelo mar profundo, e música em seu lamento:

Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais,

Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo

De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás,

Para me misturar ao Universo, e sentir puro

O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder


Autor: George (Lord) Byron (1788-1824)
Editado por: nicoladavid

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