As Pragas


Porque não estive às portas de Madri,

de onde escuto, ainda, o “no pasarán”.

Te abjuro, Senhor, enfim, e a Ti,

a quem, outrora, chamei de pai e bom.

 

Porque não estive às portas de Madri,

lutando, às claras, com porcos-burgueses,

luto e lutarei, em trevas, por aqui,

Te abjurando, Pai, por milhões de vezes.

 

Entanto, saibam-no todos, e ouvi

que aos homens-bestas, com meus punhos, sorvo-os

enquanto, ao longe, às portas de Madri,

se erguer, incólume, o sangue dos povos!

Autor: Nauro Machado
Editado por: nicoladavid


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