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"Homo Angolensis"

Mastiga a própria desgraça 
com ela improvisa uma farra 
precisa de uma boa maka 
como do ar para respirar 
acha o mundo demasiado pequeno 
pró seu coração 
ri à toa fornica por disciplina 
revolucionária 
jura que um dia será potência 
gosta de funje todos os sábados 
e foge do trabalho na segunda 
mas fica limão 
quando lhe querem abusar


Autor: João Melo
Editado por: nicoladavid

 
 
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