"Nos olhos de Isa a chuva grita e a noite"


Nos olhos de Isa a chuva grita e a noite

Acende fogueiras.

 

Os  meus olhos param. Nos olhos de Isa.

 

Oh, nos olhos de Isa espreguiça-se a madrugada

E o vento acorda para ajudar os pássaros a voar

E as árvores a acenar-lhes uma bandeira de folhas, uma tristeza verde.

 

Nos olhos de Isa.

 

Nos olhos de Isa a manhã explode num inferno de estrelas,

Num clarão de silêncio, em estilhaços de rosas, pétalas de sombra.

 

Nos olhos de Isa os poetas vagueiam num bosque de mel

Onde as abelhas constroem a tarde

Desesperadamente.

Nos olhos de Isa ninguém repara na minha solidão.

 

Autor: Joaquim Pessoa
Editado por: nicoladavid



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