"À Maria Teresa Horta"


Minha fêmea esculpida neste verso

meu poeta da raiva de não ser

ou estar ou ver apenas o reverso

da metade que há no homem  na mulher.

 

Minha espada cravada neste espelho

de rosas desbotadas e perdidas

meu nó estrangulado o canto velho

das imagens estilhaçadas  repetidas.

 

Ergue o teu beijo por cima da certeza

de ser esta cidade  este poema

que nos despe e nos leva para a cama

onde a poesia é mais livre mais acesa.

 

Autor: Joaquim Pessoa
Editado por: nicoladavid



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