"Poesia ao Acaso"

Contemplo o sol.

Canto ao vento.

Sinto — agindo sobre mim —

O galopar do tempo.

Cheiro a sal do mar.

Sou testamento.

Por horas a fio,

Sentado no chão do silêncio,

Confabulo com meus pensamentos.

Na pista da vida, vivo sempre em movimento.

Na rima do mundo,

Comporto-me como quem seja

Um poeta a meio passo da ribanceira.

Mas então,

Escuto o perfume da alegria

Sapatear pelas narinas do meu desejo:

Assim, aos poucos,

A flora e a água

Se amalgamam com a fauna da imaginação,

Parindo um poema livre,

Leve, elástico, elétrico,

O mais jocoso trovão intrépido! 

Autor: Jessé Barbosa de Oliveira
Editado por: nicoladavid




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