"Nova, Nova, Nova, Nova!"


Não era a minha alma que eu queria ter.

Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento.
 

E de resignação, sem pureza nem afoiteza.
 

Queria ter uma alma nova.
 

Decidida, capaz de tudo ousar.

Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada, de trazer por casa.

A alma que eu queria e devia ter...
                                                                                     

Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova, nova, nova!

 

 

Autora: Irene Lisboa (1892-1958)
Editado por: nicoladavid 


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