"A Jesus…"


Ó casto Lis da Galiléia! quando,
Sob o peso da cruz do teu fadário,
Ferindo os pés, gemendo e soluçando,
Tropeçavas na encosta do Calvário,

O Homem cruel, o monstro sanguinário,
Tripudiava em teu pranto, gargalhando!
E tu julgavas – pobre visionário! –
Que a alvorada do Amor vinha raiando!

Em vão lutaste com o dragão do Vício
e consumaste o heróico sacrifício!
Que conseguistes com teu sangue, Mestre?

É sempre a mesma a turba odiosa e fútil
Que te insultou na penedia alpestre
E te manchou a túnica inconsútil!


Autor: Gustavo Teixeira
Editado por: nicoladavid



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