"Poesia XI de Oaristos"



Na messe, que enlourece, estremece a quermesse ..

O sol, o celestial girassol, esmorece ...

E as cantilenas de serenos sons amenos
Fogem fluidas
l fluindo à fina flor dos fenos ...

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros ...

Cornamusas e crotalos,
Cítolas, cítaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,

Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,

Suaves ...

 

Flor! Enquanto na messe estremece a quermesse
E o sol, o celestial girassol, esmorece,
Deixemos estes sons tão serenos e amenos,
Fujamos, Flor! à flor destes floridos fenos ...

 

Soam vesperais as Vésperas ...
Uns com brilhos de alabastros,
Outros louros como nêsperas,
No céu pardo ardem os astros ...

 

Como aqui se está bem! Além freme a quermesse ...
- Não sentes um gemer dolente que esmorece?
São os amantes delirantes que em amenos

 

Beijos se beijam, Flor! à flor dos frescos fenos ...

 

As estrelas em seus halos
Brilham com brilhos sinistros ...

Cornamusas e crotalos,
Cítolas, citaras, sistros,
Soam suaves, sonolentos,
Sonolentos e suaves,
Em suaves,
Suaves, lentos lamentos
De acentos
Graves,

Suaves ...

 

Esmaece na messe o rumor da quermesse ...

 

- Não ouves este ai que esmaece e esmorece?

 

É um noivo a quem fugiu a Flor de olhos amenos,
E chora a sua morta, absorto, à flor dos fenos ...

 

Autor: Eugénio de Castro
Editado por: nicoladavid

 

Comments