Tinha um cravo no meu balcão

 

Tinha um cravo no meu balcão;
veio um rapaz e pediu-mo,
— mãe, dou-lho ou não?

Sentada, bordava um lenço de mão;
veio um rapaz e pediu-mo,
— mãe, dou-lho ou não?

Dei um cravo e dei um lenço.
Só não dei o coração;
mas se o rapaz mo pedir,
— mãe, dou-lho ou não?

Autor: Eugénio de Andrade (1923-2005)
Editado por: nicoladavid

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