O coração tem bordas estreitas

 

O coração tem bordas estreitas

E, feito o mar, se mensura

Por um poderoso baixo contínuo

E monotonia azul.

 

Até que um furacão o seccione

E, enquanto desco e

Seu insuficiente espaço

Aprende em convulsões

 

Que a calmaria é tão-só muralha

De intocada gaze:

A pressão de um instante a destrói,

Um questionamento a esgarça.

Autora: Emily Dickinson (1830-1886)
Editado por: nicoladavid

 
 
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