"Bailar na rua, vem, porque não vens!?"

 
Bailar na rua, vem, porque não vens!?
Dizem que és triste, alegre montanheira.
Quando passas, no entanto, a vida inteira
Criptamente a bailar nos armazéns!...

Tens o ritmo no sangue, tu doidejas...
Ah! se o delírio de bailar te mata.
Porque não bailas no luar de prata,
Nas vigílias, nos adros das Igrejas?...

Rufa-te o coração como um tambor...
Se ao fole, se ao foguete estralejante,
E ao "corridinho" és movimento e cor,

Saltemos p´ro ar livre... Doido, mai-lo
Meu par, improvisando o meu cossante,
Vou botar a cantiga para o bailo.


Autor: Emiliano da Costa (1884-1968)
Editado por: nicoladavid

 

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