Tudo é Fugaz

 

Considera com frequência a rapidez com que se passam e desaparecem os seres e os acontecimentos.
A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as causas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some.
Como não há-de ser louco o homem que, neste meio, se incha ou se encrespa ou se lamenta, como se qualquer coisa o tivesse perturbado durante um tempo que se visse, um tempo considerável?

Autor: César Marco Aurélio Antonino Augusto (121-180 dC)
Editado por: nicoladavid

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