Melibeu me cantou, cantou-me Oleno

 

Melibeu me cantou, cantou-me Oleno,
Nomes que vai doirando à Fama o giro;
Glória Anfriso me deu, me deu Belmiro,
Olívio me encantou com metro ameno.

Solto do vil, misérrimo terreno
Aos astros fui nos êxtases de Elmiro;
Por mim de Tempe o flórido retiro
Teus sons ouviu, Piério; os teus, Almeno.

Junto a Febo ou a si, me pôs Tomino,
E outros... Mas entre o número inspirado,
Não tive Ismeno (oh dor!) não tive Alcino!

Jaz mudo aquele (e não me ignora, oh Fado!)
Este, absorto em seu próspero destino,
Se esquece de que Elmano é desgraçado!


Autor: Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)
Editado por: nicoladavid

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