Há pouco a mãe das Graças, dos Amores

 

Há pouco a mãe das Graças, dos Amores,
Gerada pela espuma cristalina,
Baixou da etérea região divina
Nas asas dos Favónios voadores:

"Oh das margens do Tejo habitadores!
hoje torna a luzir (disse Ericina)
o ledo instante em que nasceu Marina,
Ínclito fruto de ínclitos maiores:

Do Céu, do Mar, da Terra, os soberanos
Imprimindo-lhe encantos a milhares,
Criaram nela a glória dos humanos:

Eia, cantai-lhe os dotes singulares,
Louvai seus olhos, aplaudi seus anos,
Queimai-lhe aromas, erigi-lhe altares "

Autor: Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)
Editado por: nicoladavid

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