Doce nume de Amor, se à bela Armia

 

Doce nume de Amor, se à bela Armia
Consagrei por teu mando a liberdade.
Doce nume de Amor, se tens piedade
Do coração que Elmano em ais te envia,

Entre o calado horror da noite fria
A minha amada, a minha divindade
Com seus olhos doirando a escuridade),
Pinta-me em ledo sonho a fantasia.

Assome tão risonha e tão brilhante,
Como rósea manhã no céu jucundo,
E as lágrimas enxugue ao triste amante.

Contarei ao meu bem meu mal profundo,
E que vivo sem ela absorto, errante,
Perdido, amargurado e só no mundo.


Autor: Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)
Editado por: nicoladavid

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