Jamais Te Amei Tanto


Jamais te amei tanto, ma soeur.
Como ao te deixar naquele pôr-do-sol, o bosque me engoliu,
o bosque azul, ma soeur, sobre o qual sempre ficavam
as estrelas pálidas no Oeste.
Eu ri bem pouco, não ri, ma soeur.
Eu que brincava ao encontro do destino negro -
enquanto os rostos atrás de mim lentamente
iam desaparecendo no anoitecer do bosque azul
tudo foi belo nessa tarde única, ma soeur
jamais igual, antes ou depois -
É verdade que me ficaram apenas os pássaros
que à noite sentem fome no negro céu.

Autor: Bertolt Brecht (1898-1956)
Editado por: nicoladavid


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