A queima de livros

 

Quando o regime ordenou que fossem queimados publicamente
os livros que continham saber pernicioso, e em toda parte
fizeram bois arrastarem carros de livros
para as pilhas em fogo, um poeta perseguido
um dos melhores, estudando a lista dos livros queimados descobriu, horrorizado, que os seus haviam sido esquecidos.

A cólera o fez correr célere até sua mesa, e escrever uma carta aos donos do poder.
Queimem-me! Escreveu com pena veloz.
Queimem-me!
Não me façam uma coisa dessas! Não me deixem de lado! Eu não Relatei sempre a verdade em meus livros? E agora tratam-me Como um mentiroso! Eu lhes ordeno: Queimem-me!

Autor: Bertolt Brecht (1898-1956)
Editado por: nicoladavid

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