A Oitava do Santíssimo Sacramento

 

Cada dia, meu Bem-Amado Salvador

Vem repousar em meu fraco coração!

Cada dia tenha então a alegria extrema

De dizer a este doce Jesus que amo,

A este Deus que repousa em meu coração:

Amanhã, meu Bem-Amado Salvador,

Amanhã, Tu virás de novo,

Ó Tu que amo, ó Tu que adoro!

Então, depois destes puros colóquios

Deliciosos e de momentos bem curtos,

É preciso deixar o piedoso santuário

E deixar o divino Solitário…

Mas, ó alegria, ó graça, ó felicidade!

Eu logo virei perto do Salvador,

Na Capela das Carmelitas,

Estas virgens puras, estes corações de elite,

Àquelas a quem terei a felicidade

De poder chamar um dia de minhas irmãs.

Nesta pura e casta morada,

Venho passar uma boa hora

Perto do Bem-Amado de meu coração,

Do divino Esposo, do doce Salvador.

Nenhuma pena poderá descrever,

E sou incapaz de o dizer,

A divina, a inefável felicidade

De que Jesus inunda meu coração.

Mas sinto-me de tal maneira feliz

Durante esta hora tão deliciosa,

Onde falamos enfim coração a coração

Onde contamos nossas dores,

Nossas tristezas, nossos desejos íntimos,

Onde me ofereço como vítima

À imagem do divino Salvador

Pela volta dos pobres pecadores!

Aí venho receber força e coragem

E pedir a Cruz por participação.

Porque tenho sede! Oh sim, sede de sofrer,

Sem a Cruz prefiro morrer!

Oh, quero-a por única herança,

Quero-a por única partilha,

Esta Cruz em que meu Deus foi ciumento

E na qual morreu por nós.

Oh, esta Cruz Santa, este tesouro supremo

Que Jesus dá a todos aqueles que ama.

Autora: Beata Elisabeth da Trindade (1880-1906)
Editado por: nicoladavid

                                                                                        
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