A Adoração Perpétua

 

Ó Jesus da Eucaristia,

Meu esposo, meu Amor, minha Vida,

Como gosto de vir toda a tarde

Escutar-Te, conversar contigo, ver-Te!…

Oh, como são doces estes coração-a-coração,

Oh, como são suaves estas lágrimas…

Estes momentos perto do Salvador…

Não posso dizer todos os encantos.

Meu Supremo Amor, ó meu Rei;

Jesus cativo e solitário,

Enquanto que estou perto de Ti,

Não me creio mais na terra.

Quando ouço falar Tua voz,

Ó meu esposo, ó meu bom Mestre,

Fazendo silêncio em todo o meu Ser,

Não percebo, não vejo senão a Ti.

Ó momentos de êxtases sublimes,

Uniões tão doces, tão íntimas,

Durante as quais sinto meu coração

Bater ao contato do Salvador!

O que não posso nesta morada

Santa, passar longas horas,

O que não posso vivendo sempre

Perto de Jesus, meu Único Amor?

Não me prendo a nada na Terra,

Jesus só pode me satisfazer,

Porque fora d’Ele, não me prendo a nada:

Ele é meu tesouro, meu único Bem.

Perto d’Ele só sou feliz, Ele é minha Vida, meu Amor,

Por Ele tenho tanto desejo

De sofrer, sofrer sempre!

Sofrer e consolar Seu Coração

Amargurado por tantas dores!

Sofrer! Oh, provar que o amo!

A Jesus meu Único Amor!

Jesus! Deus da Eucaristia!

Jesus! Meu Sustento e minha Vida!

Jesus, que se digna escolher-me

Para amar, consolar, sofrer!…

 
Autora: Beata Elisabeth da Trindade (1880-1906)

Editado por: nicoladavid
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