Ó Mestre que Adoro

 

Ó Mestre que adoro e amo

Bendigo-Te mesmo na provação,

Visto que queres que seja assim

Em minhas lágrimas digo-Te “obrigada”.

Ó Bom Jesus, Tu que sabes sofrer,

Ofereço-Te minha dor, meus suspiros,

Estes prantos que preciso esconder de minha mãe

O que os torna mais amargos.

Eu me lembro, choravas assim

Uma noite… depois outras vezes, doce Amigo.

Aceita meus prantos e minhas angústias,

Santificado estas ardentes lágrimas.

Oh, Tu que queres tanto à Virgem Mãe,

Tu lhe dás, meu tão Bom Salvador,

Tanto poder sobre Teu divino Coração

Que compreendes minha amarga dor.

Aqui neste Mundo efêmero,

Onde tudo passa, nesta triste Terra,

Há algo de bom, compassivo

Como aquela a quem se chama “Mamãe”?

É a ternura, o amor mesmo,

È ela a primeira a quem se ama,

Q queria deixá-la por Ti;

Meu esposo, meu salvador, ó meu Rei.

Eu sacrificaria tudo com felicidade

Tudo a meu Jesus, mesmo minha mãe,

Para responder ao apelo de Teu Coração

E para viver contigo solitária.

Mas envias-me um outro sofrimento:

No Mundo preciso levar minha cruz

Jesus, minha Força, minha Esperança,

Ah, quero levá-a contigo.

Autora: Beata Elisabeth da Trindade (1880-1906)
Editado por: nicoladavid

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