Eterno Apaixonado

 

Viver o amor é cometer loucuras, 
É apaixonar-se desabridamente. 
É morrer de prazer e, de repente, 
Esquecer pundonores e posturas. 

Muito amar é perder a compostura 
Ante as normas que essa pobre gente 
Quer-nos impingir hipocritamente, 
Mas, o amante a rechaça com bravura. 

Pois se amar loucamente é vil pecado, 
Que nos deixa do céu ao desabrigo, 
Pobre de mim! Sou louco apaixonado. 

Desde o ventre materno condenado 
Da vida levarei para o jazigo 
O jugo desse amor desesperado.
 

Autor: Barros Alves
Editado por: nicoladavid

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