O Prior da minha aldeia

 

Havia na minha aldeia certo prior,
Que um dia me despertou a atenção;
Pois à custa da sua nobre profissão,
Brilhava por ser um grande explorador.

Ao dizer missa por alma dum pecador,
Tinha que ser grande a remuneração;
Pois só assim cumpria a obrigação,
De encomendar essa alma ao Senhor!...

E foi assim que esse real bandido,
Se viu em pouco tempo enriquecido,
E pensou tomar novo rumo de vida.

E um dia, sem dizer nada... abalou!...
E ao partir nem a igreja escapou,
Deixando-a completamente falida!...

Autor: Augusto Gil (1873-1929)

Editado por: nicoladavid

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