Oh Estações, Oh Castelos!


Oh estações, oh castelos!

Que alma é sem defeitos?

 

Eu estudei a alta magia

Do Amor, que nunca sacia.

 

Saúdo-te toda vez

Que canta o galo gaulês.

 

Ah! Não terei mais desejos:

Perdi a vida em gracejos.

Tomou-me corpo e alento,

E dispersou meus pensamentos.

 

Ó estações, ó castelos!

 

Quando tu partires, enfim

Nada restará de mim.

 

Ó estações, ó castelos!

 

Autor: Arthur Rimbaud (1854-1891)
Editado por: nicoladavid


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