Ode ao Tejo

 

Náufrago entre o passado e o futuro,
um conjuro-o, o outro tento-o depreender.
Mas a ambos os vejo sem os ver.
O que passou faz-me a memória escuro.
O que virá como o hei-de merecer?
(...)
Mudos voltamos ao Rossio onde
há sempre um vão rumor de gente vã.
Torna-me a alegria brusca e sã.
Também depois da noite que nos esconde
Romperá uma lúcida manhã.

Autor: Armindo Rodrigues (1904-1993)
Editado por: nicoladavid

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