Elegia por antecipação à minha morte tranquila

 

Vem, morte, quando vieres. 
Onde as leis são vis, ou tontas, 
não és tu que me amedrontas. 
Troquei por penas prazeres. 
Troquei por confiança afrontas. 
Tenho sempre as contas prontas. 
Vem, morte, quando quiseres.

Autor: Armindo Rodrigues (1904-1993)
Editado por: nicoladavid

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