Nunca os Homens Terão Meu Amor e Meu Peito

 

Nunca os Homens terão meu amor e meu peito:
Nas horas de aflição, contigo hei-de vir ter:
Ser-me-á norte na Vida a ambição do Perfeito,
Nenhuma face humana enervará meu ser!

Tu me fizeste erguer a Alma num largo voo
Para algum prodigioso, inédito país:
E ao fechar o meu canto, Ideal, eu te abençoo,
Pois teu celeste, casto Amor me fez feliz!

Abençoado seja este divino Amor,
Este Amor virgem, este Amor alucinado:

Como, não sendo humana, eu te acho superior!
Quanto agradeço a Deus por te não ter criado!

Autor: António Mariano Alberto de Oliveira(1857 – 1937)
Editado por: nicoladavid

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