Num Trem de Subúrbio

 

No trem de ferro vimo-nos um dia,

E amarmo-nos foi obra de um momento,

Tudo rápido, como a ventania,

Como locomotiva ou o pensamento.

― Amo –te!

― Adoro-te!

A estação primeira

Surge. Saltamos nela ao som de um berro.

Nosso amor, numa nuvem de poeira,

Tinha passado, como o trem de ferro.


Autor: António Mariano Alberto de Oliveira (1857 – 1937)
Editado por: nicoladavid

 
 
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