Poema do poste com flores amarelas


Vieram os operários,
puseram o poste de ferro na berma do passeio
e foram-se para voltar noutro dia.
O poste tinha sido pintado há pouco de verde,
e quando lhe batia o sol,
rutilava como as escamas dos dragões.
Mesmo junto ao poste, no passeio,
havia uma árvore que dava flores amarelas
e o vento,
fez cair algumas flores amarelas sobre o poste verde.
As pessoa que por ali passavam diziam “que chatice de poste”,
mas o poeta sorria para as flores amarelas.

 

Autor: António Gedeão (1906-1997)
Editado por: nicoladavid


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