Flores de cera


Chamei o meu ser que pensa
para ralhar com o que sente.
Sempre que os ponho em presença
sorrio, piedosamente.
 

Sorriso, quem te perdera!
Renda que aos lábios assoma.
Raminho de flores de cera
coberto por uma redima.

 

Autor: António Gedeão (1906-1997)
Editado por: nicoladavid


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