Poema do Mar

 

(XVIII Poema de  «O Alar das Redes»)

O cemitério é ali.

Casa de gente pobre;
Serenidade e sono calmo.

Apenas lá do alto sobre
Ele, uma nuvem a aguardá-lo.
Uma nuvem calma,
Sem ânsias, sem histerismos...

 

Ali na total ausência d'alma,
Serenamente, eu sinto
Que não há abismos.

 

Quem os traz é ela
A animar os impossíveis
Devaneios d'uma estrela.

Autor: António de Navarro (1902-1980)
Editado por: nicoladavid

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