"Sozinhos"


Sozinhos acorrentados em prisão,
Olham horizonte com sede, cativos,
Das redes não podem ser fugitivos,
Nem brilha na vida um único clarão.

Presos sem vontade, como bando de aves,
Sem conhecerem rumo onde vão,
Presos com ferrolhos as portas da prisão,
Em pensamentos absurdos e graves.

Vida de suspiros vagueia como o vento,
Com seu mexer esquivo e inquieto,
Como o que tem algum pesar secreto,
Parece sofrer de grande tormento.

Vindo a liberdade, com luz sagrada,
Ficam envergonhados e se escondem,
Perguntam se querem, não respondem,
Ficam na escuridão, no abismo, no nada.

Autor: António Jesus Batalha
Editado por: nicoladavid



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