Sado


Na margem do Sado passeio,
como ave que no seu voo,
com vento se embriaga,
sobe e desce do céu,
e num instante,
o meu espírito se eleva,
sem peso nem pesares,
como pena que sai da ave
quando esvoaça.
Paro e mudo de ver.
Pensando na existência,
de cada ser.
Na sua secreta vivência,
como roupa debutada,
que pouca gente nota.
A forma escultural,
do mundo,
e nas Mãos da arte feita.
Penso e tremo,
sou grão de areia,
soprada,
Pela Mão de Cristo,
moldada.

Autor: António Jesus Batalha
Editado por: nicoladavid



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