"O Que Vale"


O que vale jardim oloroso,
O que vale o mel doce e puro,
O que vale encontro formoso,
O que vale beleza no escuro.

O que vale monte que nuvem atinge,
Da encosta deitando regatos e fonte,
Ele que na altura até finge,
Que dá vistas a grandes horizontes.

O que vale rios e lagos mais brancos,
A fronde no azul desde o sol a nascer,
Nos lembram vestidos válidos flancos,
Até que chegue a noite, o luar a romper.

E tudo que existe na terra e no céu,
Do odor da rosa, à fragrância da tília.
Lembram desenho dos Dedos de Deus,
Nada vale, nada vale o esplendor da família.

Autor: António Jesus Batalha
Editado por: nicoladavid


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