"Coisas"


Há muita coisa que não sabem,
Mas, eu sei, sim eu sei...
Profundamente!
E os poucos e raros que sabem,
É como quem não as sente,
Ainda que as conte suavemente,
Mas ninguém as reconhece.
Porque lhe falo em tom alheio,
Algumas conto até a meio,
Outras nem por isso,
Nem mesmo quando parece.
Sim refugiado no meu canto,
Estou bem e entre boa gente.
Na vida feliz e contente,
Destas coisas sono profundo,
Sei muitas coisas, e no entanto.
As fecho e guardo deste mundo.

Autor: António Jesus Batalha
Editado por: nicoladavid




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