"A Paixão"



Quem é aquela que anda assim pela vinha,
Na noite pelas ruas meio encoberto,
Com passos lentos, tentando ver o incerto,
Com seu respirar manso de criancinha?

Talvez tenha acordado do sonho que tinha,
Pensava que seu amado estava perto,
Sai pelas ruas como num deserto,
Pergunta para quem, responde não vinha.

Amigas minhas se viste o meu amado,
Dizei-lhe depressa que eu dormia agora,
E que ele pode ir alegre e descansado.

Sim eu tinha adormecido, conforme,
Sempre meu costume, dormir, embora,
Que meu coração, é que nunca dorme.

Autor: António Jesus Batalha
Editado por: nicoladavid

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