"A torpe sociedade onde nasci"


Ao ver um garoto esfarrapado,
Brincando numa rua da cidade,
Senti a nostalgia do passado,
Pensando que já fui daquela idade.

Que feliz eu era então, e que alegria…
Que loucura a brincar, santo delírio…
Embora fosse mártir, não sabia
Que o mundo me criava p’ra o martírio!

Já quando um homenzinho, é que senti
O dilema terrível que me impôs
a torpe sociedade onde nasci
- De ser vítima humilde ou ser algo atroz-.


Autor: António Aleixo
Editado por: nicoladavid



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