"Despondency"

 

 
 
 
 
 
Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade ...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas. partidas a levaram ...

Deixá-la ir, a vela, que arrojaram,

Os tufões pelo mar, na escuridade,
Quando a noite surgiu da imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram ...

Deixá -la - ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,

A morte queda, à morte silenciosa ...

Deixá-la ir, a nota desprendida

Dum canto extremo ... e a última esperança ...
E a vida ... e o amor. .. deixá-la ir, a vida!

 

 

Autor: Antero de Quental (1842-1841)
Editado por: nicoladavid

Não esqueça liogar o som.

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