"A Um Poeta"

 

Surge et ambula!

 

Tu que dormes, espírito sereno,

Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.

 

Acorda! é tempo! o sol, já alto e pleno,
Afugentou as larvas tumulares ...

Para surgir do seio desses mares,

Um mundo novo espera só um aceno ...  

    Escuta! é a grande voz das multidões!
    São teus irmãos, que se erguem! são canções ... 
    Mas de guerra ... e são vozes de rebate!

 

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!



Autor: Antero de Quemtal ( 1842-1891)
Editado por: nicoladavid

Não esqueça ligar o som.

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