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"Fogo replicante..."


com as palmas das mãos bem abertas
esperou que um fogo por elas se ateasse
ao longe, um lume crepitava esquecido
quase adormecido no frio nocturno
lá fora, mãos ardiam como fósforos
ali perto, alguém se consumia
subitamente, por nada
veio o dia
com as palmas das mãos bem abertas
seguiu as linhas da vida e do viver
veio a noite e com ela rumores quentes
de vinho doce e chama

Autora: Ana Saraiva
Editado por: nicoladavid



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