"Mar Vermelho"


No pavilhão da orelha

descanso o vento,

ao mar vermelho

pinto-o de branco

enquanto pressinto

quase um rebento,

uma flor, um unguento,

suportando, amáveis,

o peso do que sou.

 

Menos derramada

a letra, estende-se

harmoniosa, secreta

invernosamente

fraterna. Espectral,

desenha a escada

suavemente proporcional

aos limites do nocivo.

 

Autora: Ana Marques Gastão
Editado por: nicoladavid



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