Abri subitamente uma janela

 

Abri subitamente uma janela

e vi nascer da sombra uma cidade

feita de paz lunar e eternidade.

Na cúpula mais alta, na viela

 

entre casas humildes escondida,

nas árvores, jardins, em cada muro,

pairava uma esperança de um futuro

belo demais para esta amarga vida!

 

Abri subitamente uma janela:

uma cidade vi que distendia

os seus braços de névoa, indecisos,

 

e me ocorreu pensar quem poderia

perder-se em seu mistério e, através dela,

chegar até remotos paraísos!

Autor: Alphonsus de Guimaraens Filho (1918-2008)
Editado por: nicoladavid

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