"À Casuarinas do Cemitério de DILI"


Sonho escuro dos mortos embalai, 
Prece das casuarinas! 
Vozes vagas dos mortos, ciciai 
Nas folhagens franzinas! 
Já no céu, resplandece esmorecendo 
A púrpura do dia. 
Passa a aragem do pântano gemendo 
Na romagem sombria. 
Que murmuram as bocas das raízes 
Aos mortos a sonhar? 
Que lhes dizes, ramagem? Que lhes dizes, 
A reza e a embalar?

 

Autor: Alberto Osório de Castro (1868-1946)
Editado por: nicoladavid



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