"Cavaleiro do Cavalo de Pau"


Vai a galope o cavaleiro e sem cessar
Galopando no ar sem mudar de lugar.

 E galopa e galopa e galopa, parado,

E galopa sem fim nas tábuas do sobrado.

 

Oh!, que brabo corcel, que doídas galopadas,

–  Crinas de estopa ao vento e as narinas pintadas!

 

Em curvas pelo ar, em velozes carreiras,

O cavalo de pau é o terror das cadeiras!

 

E o cavaleiro nunca muda de lugar,

A galopar, a galopar a galopar!…

 

 

Autor: Afonso Lopes Vieira (1878-1946) 
Editado por: nicoladavid

 

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