Confluência

Ter-te amado, a fantasia exata se cumprindo

sem distância.

Ter-te amado convertendo em mel

o que era ânsia.

Ter-te amado a boca, o tato, o cheiro:

intumescente encontro de reentrâncias.

Ter-te amado

fez-me sentir:

 

no corpo teu, o meu desejo

– é ancorada errância.

 

Autor: Affonso Romano de Sant’Anna (1937)
Editado por:
nicoladavid

 




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